Laura e o diário

Não quiseram acabar com o meu casamento. Foi o que me disseram depois. Por isso não me entregaram o que me cabia. Das suas memórias. Desculpe.

Como poderia imaginar que as coisas não aconteciam de verdade como mamãe não se cansava de dizer? Que os homens apenas partiam e que as mulheres ficavam. No futuro do pretérito.

E você estava ao meu lado enquanto vagava pelo estrangeiro. Sob o desconhecido e luas sem luz tantas coisas foram ditas. Como rascunho. Em tinta. No silêncio dos bombardeios.

Nunca mais eu e você. Até hoje. Quando eu aprendi que as mães não sabem do amor mais do que as filhas.

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Sobre Aline Viana

Aline Viana nasceu em São Paulo, em 1981, mas prefere que não espalhem a que safra pertence. É formada em jornalismo. Cansada de tanto quem, o quê, quando, onde, como e porque resolveu entrar em um curso de crônicas. Foi um santo remédio para recuperar a saúde de seus textos. Se o diagnóstico está correto, você pode checar nos blogs: cronicasdas12.blogspot.com e semanalmente no vidasetechaves.wordpress.com . Novos pareceres são sempre bem-vindos.

  1. Aline, nesse texto conciso conheci um outro lado literário seu. Gostei!

    • Aline Viana

      Obrigada, Roseli!
      Pois é, quando assumimos a pena descobrimos lados que nossos que nem mesmo imaginávamos existir, rsrs
      Bjs,
      Aline

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