Há tempos derivo assim
Marujo em mar sereno
Longe das tontices do amor.

Há tempos acordo assim,
Dona do meu sossego, só sabendo de mim,
Há quilômetros das burrices do amor.

Há tempos ando assim,
Sossegada, quase feliz
Distante das babaquices do amor,

Há tempos fico assim,
Em paz, numa progressão continuada
A salvo das tolices do amor.

Ai, mas, como dói essa vontade

Ai, tenho lombriga de algum amor.

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Sobre sandrareginasantos

Nasceu em Londrina

  1. É amiga, todos nós temos essa lombriga que nunca se cura. De tempos em tempos ela se manifesta exigindo que façamos algo por ela. Belo e suave poema!

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