Sétimo dia

Era sábado, dia de dar o cú. Toda vez precisava pensar em outra coisa. Ficava lembrando dos lábios da vizinha Nice chupando manga. Ou então, tentava imaginar como seria secar a tatuagem de gavião do Pedro, colega de faculdade da filha. Mas não tinha jeito, quando sentia a cabeça do pau na entrada do cuzinho – pobre cuzinho, tão pequeno! –, ficava dura, mais dura que o pau e pronto, tudo doía! Era domingo, dia de rabada. Ela derramou o vidro de pimenta: é hoje que o dele arde também!

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Sobre Sheila Boesel

SHEILA BOESEL nasceu em 1976, em Santa Cruz do Sul (RS). Formada em jornalismo, trabalha com escritos, sejam próprios ou encomendados. Mudou-se para São Paulo em 2008, mas ainda estranha quase tudo. Gosta de histórias desde a encarnação em que foi traça e, se lembrasse as aventuras que vive enquanto dorme, possivelmente iria tentar a sorte em Bollywood.

  1. Marcus

    opa!!! que texto!!!!

  2. Sheilinha o que é isso menina?? Sabe que podemos trabalhar juntas? Tenho um microconto que dá certinho com esse, kkkkkk
    Quer saber? ADOREIIIIII!!!!!!!

  3. José Carlos

    Seis dias pra descansar e relaxar.
    Escrita crua, e boa.

    JC

  4. naneteneves

    Adoro essa sua vozinha irreverente! Isso me cheira a começo de um romance. Vem coisa aí…. Um 2013 iluminado procê e os teus.

  5. Aline Viana

    Ótimo! Adorei o tom bem humorado do texto. Mandou super bem, moça 😉

  6. Michelli Putinato Borges

    É Pimenta no do outro é refresco rsrs bjos Adorei

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