Previsões para o Ano Novo

ano novoNão tenho a menor vocação para vidente, clarividente, cartomante ou quiromante, mas uma coisa posso dizer, mais do que certo, sem medo de errar, sobre o novo ano: ele vai começar e também vai terminar, enfim, como todos os outros anos que vieram antes dele. O Ano Novo (coitado) já nasce com os seus exatos meses, semanas, dias e horas contados.

Nestes próximos doze meses ou cincoenta e duas semanas ou, ainda, trezentos e sessenta e cinco dias ou oito mil setecentas e sessenta horas que virão pela frente, muito vai acontecer e, o pior, muito do que é esperado não vai acontecer. Muita gente vai morrer, muita gente vai nascer, muita gente vai encontar um amor, muita gente vai perder um amor, vai chover muito, vai chover pouco, teremos frio demais ou calor de menos.

O trânsito vai aumentar, a violência vai aumentar, o feijão vai aumentar, o tomate vai aumentar, a gasolina vai aumentar, e nesse meio tempo, tentarei fazer de tudo para o meu peso não aumentar. E, por mais que eu me engane, lá no fundo, bem no fundo, estou certa de que isso (o peso) depende menos do que devoro entre o Natal e o Ano Novo e muito mais do que eu como entre o Ano Novo e o Natal.

Todo ano tem um jeito muito estrondoso de nascer e também de morrer. Velho morto, novo posto. O velho morreu, viva o novo. É tempo de achar que a vida é uma festa.Nada como comemorar a chegada de uma página em branco (às vezes, preciso tanto de uma página em branco). Preciso acreditar, aproveitar esse cheirinho de carro novo, de livro novo, de sapato novo que todo Ano Novo tem para tentar de novo. Tentar ser menos ansiosa e mais tranquila, tentar ser menos desorganizada e mais disciplinada, tentar voltar pra academia, tentar terminar o curso de francês e aquela blusa de crochê. E tentar de vez, definitivamente e para todo o sempre, antes que mais outro ano morra, tentar arrumar os meus armários, jogar fora o que não faz mais sentido.

Como disse não um velho e bom amigo, mas um novo e bom amigo (Dimas Casco): precisamos concluir as coisas, senão elas assombram a gente. Levo para o Ano Novo uma mala cheia de promessas velhas. Toda de branco para esperar o Ano Novo, (ui!), pareço uma assombração?

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Sobre sandrareginasantos

Nasceu em Londrina

Um Comentário

  1. Sandra, belo balanço do ano. Estamos sempre fazendo essas promessas, divagando sobre o velho e o novo. Temos essa necessidade de se tentar planejar o talvez “não planejável”. Na vida, tudo pode acontecer independente de nossas vontades. Mas de qualquer forma, como é bom tentar ver lá na frente nossos sonhos realizados. É isso que nos move.

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