Celestina

foto: Nuno Gomes

Segunda

Yekun ouviu de Celestina que ela não poderia ficar muito. O marido logo voltaria da reunião. Nem quis as preliminares de limão e groselha. Durante a segunda gozada, mordeu o peito dele.

Terça

Depois do intervalo do café. A moça do quinto andar, Kesebel, que gostava de sorvê-la com creme de leite, dizia de boca cheia que Celestina valia mais do que um banquete de 42 talheres.

Quarta

Durante o coito, Celestina lamentou que a filha que não sai de casa, que a sogra quer ensinar tudo e que o mais novo não gosta de tatuagens. Gadrel consolou com verdadeiro interesse. Ela gritou e urrou, no fim ele apenas recebeu um beijo na testa.

Quinta

Penemue fez o jantar, quis saber como foi o dia dela. Ela não respondeu e o atacou na mesa. A carne foi torrada.

Sexta

Em cima dela, Hermoni teve que ouvi-la afirmar que o marido era o homem certo na hora errada. Ao lado, escutou que ela não agüentava mais ver os filhos sofrerem. Em baixo, ela disse que a família era crente demais. No fundo: ele tapou a boca de Celestina com as mãos

Sábado

A primeira foi no fraldário, Celestina travou as portas  com as costas e Kael a sugou nas panturrilhas. A seguinte foi em um provador. Celestina o mordeu quando a vendedora os chamou. Depois cinema, praça de alimentação e escadas rolantes. Os seguranças fingiram que não os viam

Domingo

Celestina acordou tarde. Arrumou a quitinete. Almoçou na padaria e viu televisão a tarde toda sem tomar banho.

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Sobre Plínio Camillo

Nasci em 26 de novembro de 1960. Aos três anos descobri que as letras tinham significados. Aos cinco, a interrogação. Aos nove, não era sintético. Aos 12, quis ser espacial. Aos 15, conquistei a exclamação. Aos 17 vi os morfemas. Aos 20 estava no palco. Aos 22 me vi como um advérbio. Aos 25 desenredei a Lingüística. Aos 27 redescobri as reticências. Aos 30, a juventude. Aos 35 recebi o maior presente: Beatriz Camillo, aquela que me trouxe a felicidade. Aos 40 desvendei uma ligeira maturidade. Aos 41 voltei para Sampa!!!. Aos 45, recebi o prazer de viver em companhia. Aos 50 anos, uso óculos até para atender telefone. Hoje: escrevo.

  1. O domingo é pra descansar…

  2. Lena

    Celestial …

  3. naneteneves

    E no sétimo dia, o descanso e a caída no real. Adorei Celestina, a sua ninfomaniaca-depressiva.

  4. Uau Celestina! Que rotina frenética heim? Plínio, adorei o enredo e o desenrolar da história. Parabéns amigo!

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