A morte da palavra

Imagem: Angie Muldowney

carreira carro escarro carregado arranhado arruinado regra ríspida rígida ria ruptura
verbo rasgado e humano exposto em chagas arreganhadas
minhas
corro

a morte já foi de deus
lamento hoje a morte da
p a l a v r a

lavrador sem campo
sem água nem terra ou sol
vastidão plastificada de clichês
não girassol

m o r t e
da palavra
do orgânico
discurso em morte
num curso de repetição

minha língua suja de tinta
morre

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Sobre alesafra

.Autora de DEDOS NÃO BROCHAM, ed Draco e do blogue com mesmo nome

  1. Pela ressurreição da palavra, viva a poesia!

  2. Alê, na sua voz ritmo e métrica, a palavra, essa não morre! Lindo poema e homenagem a essa que nós abraçamos. Gostei demais.

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